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Fato.

É natural. A conclusão foi essa. É natural que depois de tanto tempo com alguém, as coisas não sejam mais tão emocionantes como eram no começo.

E aí muitos querem fugir, porque o marasmo chegou. Mas… Fugir pra onde?

Ouvi uma frase hoje que foi um “putaqueopariu” total na minha cabeça:

“Mas e aí, em quantas pessoas você vai buscar o marasmo?”

Porque é natural sim. Acontece com todo mundo. Não tem jeito. Não, você não tem como escapar. Triste né? E é assim com tudo na vida. Com a roupa que você acabou de comprar, com um video-game novo, com… whatever. Com tudo.

As coisas são empolgantes no começo, e você só consegue pensar naquilo, e nas sensações que aquilo te traz. Mas aí, de tanto que você gosta, você gasta, e gasta, com todo o tempo e disposição que você tem na vida. Até aquilo ficar… gasto. Previsível. E de certa forma, confortável. Não é necessariamente ruim. É só… sem novidade.

E eu, mais do que muitas pessoas por aí, o-d-e-i-o ter que admitir uma barbaridade dessas. Porque eu preciso, e sempre precisei de emoção, de drama, de intensidade. Mas é assim. Você simplesmente se acostuma às coisas, às pessoas, às situações, e no momento em que você se acostuma, elas não são mais tão empolgantes.

Mas não deixam de ser boas o suficiente a ponto de você querer abrir mão.

O que fazer?

Na real, se eu soubesse, não estaria aqui filosofando sobre isso, depois de três garrafas de heineken. Mas existem opções. Você pode se acomodar, achar que já tá bom tudo o que você aprontou na vida, e começar a pensar só em filhos ou em trabalho. Você também pode pular de galho em galho, adiando o marasmo, e nunca chegar a ter nada muito… profundo. Ou então achar qualquer outro possível caminho alternativo. Sei lá.

Só sei que é assim.


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