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24Mar09

The Child Is Gone
Fiona Apple

Darling, give me your absence tonight
Take the shade from the canvas and leave me the white
Let me sink in the silence that echoes inside
And don’t bother leaving the light on

‘Cause I suddenly feel like a different person
From the roots of my soul comes a gentle coersion
And I ran my hand over a strange inversion
A vacancy that just did not belong
The child is gone

Honey, help me out of this mess
I’m a stranger to myself
But don’t reach for me, I’m too far away
I don’t want to talk ’cause there’s nothing left to say

So, my darling, give me your absence tonight
Take all of your sympathy and leave it outside
‘Cause there’s no kind of loving that can make this alright
I’m trying to find a place I belong

And I suddenly feel like a different person
From the roots of my soul comes a gentle coersion
And I ran my hand over a strange inversion
As the darkness turns into the dawn

The child is gone

The child is gone


Escrever

12Mar09

No fundo no fundo, eu acho que o maior motivo pra eu ter parado de escrever foi por não querer machucar as pessoas. Eu machuco quando escrevo o que quero, sendo ou não sendo essa a intenção.


23Fev09

“Queria dividir o que sinto, mas não sei bem como definir. Falta algo. Talvez um ‘arrebatamento’, uma declaração de amor, uma surpresa bem vinda, um momento pleno, um convite misterioso, um jantar romântico, um abraço, um olhar cheio de ternura e encantamento, um diálogo mais profundo, um ‘abrir-se’ um ‘entregar-se’. Algo assim gratuito, sem limite de horário, de salário, de razão.

Talvez, as mulheres sejam românticas eternas. Talvez só eu. Talvez os homens ejam mais práticos. Não sei. Sei que todos buscam a emoção. Quando se conhecem, os momentos a dois são importantes demais; cometem-se loucuras e inconseqüências para ficar a dois; por uma noite de amor; por uns momentos a mais. Quando se vive junto, parece que se esquece da emoção. O real toma corpo e ganha espaço. Não há mais loucuras a cometer porque se está junto dia após dia. Não há mais o que conversar longamente porque pode ser adiado sempre para amanhã; não há mais noites em claro porque se tem todo o tempo; não há mais saudade porque o encontro é certo; não há mais jantares a dois porque há refeições diárias; não há mais olhares enternecidos, porque o amor é fato; não há mais atos impensados porque tudo parece pensado.

Então, os casais falam da rotina. Eles a constroem momento a momento, tecendo cotidianos. Por que ser igual? Essa história eu já conheço. Quero mais. Quero o melhor para dois. Quero o amor renovado, refeito, reavaliado, reavivado a cada dia. Porque merecemos; porque ele nos alimenta, gratifica, engrandece, fortalece. Quero dividir a consciência de se lutar por uma vida a dois melhor, pela liberação do sentimento, pela vitória da emoção.

Quero acreditar no ‘investir’ no amor. Não acredito que ele venha pronto e fique, eterno. Como a amizade, tem que ser regado, incentivado, alimentado para gratificar. Como a amizade, ele esmorece sem atenção, sem cuidados, sem carinhos.

Como a amizade, ele pode ter distâncias, maiores e mais freqüentes e como ela, cair no esquecimento. Serão dois a procurar novos amigos, novas emoções, novos caminhos, para talvez repetir erros, mesmices, etc.

Como a amizade, o amor, a relação pode crescer e se eternizar maior. Serão dois a crescer, a trocar, a entender que basta um pouquinho de abertura, um pouquinho de aventura e muito de emoção para iluminar a vida.”

Raquel Schorr

(10/05/1985)


Otária

22Fev09

Meu quarto é o pior lugar pra se estar nesse momento. Tudo aqui tem você. A parede roxa que vc me ajudou a pintar, a cama que compramos juntos, suas fotos, seus livros, Cds, filmes, violão, o baguá que compramos juntos, o computador cheio de coisas suas… Mas ao mesmo tempo é o lugar mais reconfortante em que eu poderia estar, justamente por ter sua marca, a marca do seu amor tão lindo e tão grande e sincero, que você hoje deve estar achando que eu não mereço.

Eu sou uma otária.


22Fev09

Saí do banho e você tinha ido embora. Eu senti que isso ia acontecer. A chave ainda balançava na porta e eu corri pra janela… Gritei seu nome, você disse que estava indo pra casa.

E agora eu tô aqui, sozinha com o que sobrou das suas coisas no quarto…

:´(


Tendo em vista a quantidade de bandas que eu gosto que vão fazer show aqui em sampa só nesse primeiro semestre do ano (pqp!), achei melhor fazer uma lista pra memória não falhar e pra me ajudar a definir prioridades, porque a grana não vai dar pra ver tudo o que eu quero…

  • 14/02: Peter Murphy *
  • 15/02:  Edguy ***
  • 15/02: In Flames ** (dois no mesmo dia é foda)
  • 06/03:  Deep Purple **
  • 15/03: Iron Maiden ***
  • 05/04: Opeth **
  • 07/04: KISS ***
  • 18/04: Motorhead **
  • 15/05: Heaven & Hell *
  • 06/06: Sisters of Mercy **

É… Vai ser complicado :(


Carros

25Jan09

Acabo de descobrir uma vantagem de se ter um carro (eu, que nunca tive carro e sempre defendo a idéia de não ter um). Se eu tivesse um carro nesse exato momento, não precisaria ficar aqui nesse quarto, mastigando esse monte de mágoa e raiva, sem poder fazer nada a respeito. Eu simplesmente sairia por aí, pra onde eu sentisse vontade de ir, até que ficasse mais calma.

E não posso fazer isso porque já são mais de 23h, eu sou mulher, e não sei bem ao certo onde gostaria de ir. Sem estar “protegida” por um carro fica impossível sair por aí sem destino a essa hora da noite (apesar de essa idéia ainda não ter sido totalmente abandonada por mim, dada a intensidade da vontade de simplesmente não estar aqui).


Bagunça

24Jan09

É a isso que se resume a minha vida atualmente. Tantos assuntos pendentes, e eu nesse relaxo total. Comigo, com as minhas coisas, com as pessoas à minha volta…

Eu estou gorda, fora de forma, e com alguns problemas de saúde que tenho pura preguiça de tratar. Tenho que arrumar meu portfólio, tenho que organizar meus trabalhos, tenho que arrumar meu quarto, fazer as unhas, fazer depilação, fazer a dieta direito, fazer backup do computador, visitar a sogra, marcar de sair com pelo menos 2 ou 3 amigos que não vejo há tempo, desenhar a tatuagem pra Diane, trocar o piercing, cortar o cabelo, parar pra ouvir direito alguns CDs que baixei, ler o livro de flash, marcar o médico, organizar as coisas da faculdade antes que comecem as aulas, visitar exposições pra pegar horas de atividade complementar, estar mais presente na vida do meu namorado, pagar o dinheiro que devo pra Ana, mandar umas calças pra ajustar…

TANTA coisa martelando na minha cabeça! E no entando, quando tenho um tempo livre, ele simplesmente voa, e eu acabo sem fazer nada, NADA. Me sinto sugada, me sinto completamente alheia à minha vida e ao mundo ao meu redor. É só entrar no meu quarto pra ver… Ele costuma ser um reflexo da minha cabeça; e está um caos, com bagunça pra todo lado. E daqui a pouco eu vou dar uma ordem nele, mas bem superficial, só pra que ninguém perceba o tamanho a bagunça. Vou só varrer a poeira pra debaixo do tapete…

Ouvindo: Anathema


“Desculpa filha, mas abismo é viver. Não estamos à beira dele, estamos nele. E todo mundo age como se fosse um herói por contornar crises, por meio do debate, ou não. Todo mundo vai fazer análise, justamente para não olhar para a pessoa ao lado e dizer: eu tenho vontade de vomitar quando escuto os teus passos. E isso não se diz numa conversa. Você não pode virar para a mãe dos seus filhos e falar: ‘olha, eu não te odeio, te desejo tudo de melhor, mas eu não te amo mais’. Sem que isso venha cheio de acusações. Quando, no fundo, no fundo, amor não dura. E nem venham me falar que o que não dura é paixão. A idéia do amor está lá, faz parte da nossa cultura, essa tal transformação do amor. Podemos dizer: eu não te amo como te amei, mas esse amor se transformou, e eu amo ver televisão com você, eu amo saber que, se eu tiver um treco e ficar todo cagado, você me limpará. Isso é que é indiscutível. O amor não se transforma, ele se esgota, e a gente vai levando, por vários motivos. E, saibam, muitos desses motivos não são nada nobres”.

Trecho do livro “Tudo que você não soube”, da Fernanda Young (página 112)

Primeiro livro da Fernanda Young que eu leio, e com certeza o último. Não gostei. Ainda bem que era curto. Os trechos que se salvam podem ser contados nos dedos (de uma mão).


Sobre 2008

05Jan09

A minha memória não funciona muito bem sem estímulos, então tenho que ficar olhando as pastas de fotos do ano pra me lembrar de acontecimentos marcantes. Vamos lá…

Comecei o ano na Praia Grande, com uma saudade imensa de casa. Em janeiro a Jeniffer estava aqui por São Paulo e isso rendeu alguns momentos muito legais ao lado dela e da Aninha. Em fevereiro veio a faculdade, e na época eu ainda trabalhava em casa. Em abril teve show do Ozzy (Acho que o único show grande a que assisti esse ano) e consegui o emprego de estagiária na Tesla.

Tesla + Faculdade = Dois maravilhosos novos círculos sociais, e nenhum tempo pra desfrutar direito de nenhum deles.

Em maio eu fiz meu piercing no nariz e cortei um pouco o cabelo. Em julho me irritei com o cabelo e passei máquina 2, como tinha feito no ano passado; também fui pra Santos com o pessoal do trabalho. Meu aniversário, em agosto, foi num restaurante japonês ao lado da minha família.

No segundo semestre as reuniões na “Bolha”, nosso querido refúgio guarulhense, se tornaram constantes. E esse lugar, com as pessoas que se reuniram ali, é responsável por grande parte dos momentos bons do ano.

Em outubro fui com os amigos da faculdade passar um dia gostoso em Vinhedo, pra conhecer o ateliê da mãe da Márcia. E também teve a festa de halloween na Bolha. No fim do ano veio a pressão com o TCC do Toni e a barra de suportar a ausência dele, mesmo sabendo que seria um período curto. Mas eu aguentei, e passou. :)

O segundo semestre na faculdade foi péssimo, acho que por isso mesmo nem consigo me lembrar de muita clareza da minha vida acadêmica nesse períoso.  Só sei que doeu, me estressou e foi sofrido, ao mesmo tempo que foi totalmente empurrado com a barriga…

Daí em diante, acho que só esperei o ano acabar. E acabou maravilhosamente bem, numa viagem pra Ilha Comprida ao lado do Toni e de ótimos amigos, muita cerveja e coca-cola com gin, e com direito a passar a virada vendo os fogos da areia da praia. Coisa que eu sempre achei meio estúpida, mas putaqueopariu, como é lindo! Paguei minha língua.

Agora estou aqui, debaixo do ar condicionado do trabalho, tomando um café e escrevendo, enquanto não me passam algum trabalho pra fazer. É bom, no fim das contas eu sinto falta dessa vida.   :)

Feliz 2009!