Saudade das minhas tormentas, por mais estranho que isso possa parecer.
Racionalmente falando, não acho ruim: um dia depois do outro, mais um cigarro, mais uma dose de rum, enquanto a conta bancária não entra nos eixos. Sempre esperando, medindo, pesando, analisando, avaliando; sempre espectadora, sempre pronta, sempre lá, com os ouvidos à disposição dos que me são importantes; sempre com a boca fechada, sempre trancada.
É que aí tem esses momentos em que eu não consigo abafar a menina, a drama queen; a que sofre, que ama, que sente saudade, que odeia, que odeia, que odeia. A que quer voltar no tempo e fazer tudo o que eu proibi que fizesse: gritar, amaldiçoar, incendiar, e nunca perdoar.


