De perto ninguém é legal?
É difícil eu ter alguma amiga que não me irrite ou me enjoe rápido. Geralmente as mulheres me enjoam, sempre com as mesmas ladainhas… Mas tem no máximo umas três ou quatro amigas que não; que sabem conversar. Não por coincidência, são as que têm gostos parecidos com os meus. Então com essas eu posso conversar tanto sobre as típicas ladainhas femininas (porém num nível não nauseante), quanto sobre filmes, livros, música, projetos… E isso me empolga numa pessoa!
A Cibele é uma dessas amigas. As afinidades vão desde literatura e música até profissão (ou “sonho” de profissão: ela já é ilustradora fodona e eu ainda não). Desde que ela saiu da empresa e eu vim trabalhar em casa, temos ido tomar uma cervejinha praticamente toda semana. E sempre tem assunto, e sempre é empolgante. Sabe aquele “timing” que poucas pessoas têm ao conversar? O lance de saber falar e ouvir na hora certa…? Ela tem. Porque conversar é uma arte, e poucas pessoas dominam essa arte. Já cansei de ter amiguinhas que ficavam nos seus intermináveis “bla bla bla’s” sobre suas vidas interessantíssimas, e quando eu abria a boca pra dizer alguma coisa, era atropelada novamente pelas ladainhas de sempre. Foi traumatizante pra mim.
Outra coisa legal é que ela não pega no meu pé. Uma coisa que eu aprendi a valorizar nas pessoas é a capacidade de dar conselhos, quando eles são pedidos, mas sem querer dar uma de mãe. Tive trocentas amigas que amei muito, mas que me cansaram pelas broncas intermináveis, e por acharem que podiam mandar em mim. De mãe eu já estou muito bem servida, obrigada. A Ci até enfia o pé na jaca junto comigo quando dá na telha… Como no dia em que saímos do trabalho e cada uma foi andando pela rua com um brigadeirão numa mão, uma latinha de coca cola na outra e um cigarro na boca. (Vide foto)
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