to: work

Eu tava mesmo precisando disso, sabe… me apaixonar de novo por você. porque, desculpa a sinceridade, mas o tesão já tinha acabado e eu já tava até achando que não tinha mais volta. nada em você despertava meu interesse.

Aí veio 2012, e com ele veio essa leveza (from São Thomé, provavelmente) e a determinação de ser mais eu, de ser mais calma, de não me deixar estressar tão facilmente.

E a paixão voltou, como efeito colateral de estar me entendendo comigo mesma. Agora me sinto mais à vontade com você, e quero dar o meu melhor, quero me esforçar pra fazer dar certo. Sinceramente, acho que temos tudo pra dar certo.

té que eu gosto de você, trabalho.

:)


autoanálise

Não é que eu sou equilibrada; eu nunca fui.

É que tenho me trancado.

Não sei se consigo explicar, mas é meio que uma consciência de que no fundo eu tô sozinha nesse mundão, e meus problemas só fazem sentido pra mim; logo eu é que tenho que resolve-los, e dramas são inúteis.

Não, isso não é bom e nem me faz bem. Conversar sobre meus problemas seria ótimo. Fazer minhas lamentações dramáticas, chorar no ombro e ouvir conselhos de pessoas que realmente gostam de mim… Tudo isso provavelmente só me faria bem. Mas e aí, onde é que eu enfio essa minha necessidade escrota de parecer forte o tempo todo?

Aí que eu acabei estabelecendo um sistema de auto-análise. Como se fosse eu no divã, e eu de novo na poltrona do psicólogo. Se funciona? Provavelmente não muito, já que eu não sou psicóloga… Mas eu me conheço, e só eu me conheço tanto. Partindo daí, vai ver não é tão ruim.

Só que eu tenho mágoa guardada até dizer chega, e feridas que eu vivo cutucando de novo só pra ver se ainda sangram. E sangram. Aí eu faço os curativos de novo e paro de olhar pra elas, de novo.


It is the summer of my smiles

The Rain Song – Led Zeppelin

This is the springtime of my loving
The second season I am to know
You are the sunlight in my growing
So little warmth I’ve felt before
It isn’t hard to feel me glowing
I watched the fire that grew so low

It is the summer of my smiles
Flee from me keepers of the gloom
Speak to me only with your eyes
It is to you, I give this tune
Ain’t so hard to recognize
These things are clear to all from time to time

Talk, talk, talk, talk
I’ve felt the coldness of my winter
I never thought it would ever go
I cursed the gloom that set upon us, upon us, upon us
But I know that I love you so
Oh, but I know that I love you so

These are the seasons of emotion
And like the winds they rise and fall
This is the wonder of devotion
I see the torch we all must hold
This is the mystery of the quotient
Upon us all, a little rain must fall


2011 foi. E foi tarde.

Só agora tô conseguindo processar tudo, principalmente dezembro, que foi um inferno. Que mês dolorido, difícil, sofrido. Só foi um pouco atenuado pela correria com a apresentação da escola de dança, que foi um desafio muito bacana pra mim. E foram muitos desafios vencidos nesse ano cagado que foi 2011.

Eu não sei se tem a ver com a história do fim do mundo; não sei se rola, inconscientemente, uma vontade coletiva de fazer tudo aquilo que se quer fazer enquanto ainda dá tempo… Mas em 2011 eu acabei decidindo que ia fazer muita coisa, que ia vencer medos e frescuras. E fiz isso, enquanto a vida veio dando rasteira atrás de rasteira. Doenças, doenças de familiares, dificuldades financeiras, preocupações, e muitas perdas dificílimas.

Daí que, não sei se por isso ou apesar disso tudo, 2011 me trouxe mais reflexão, mais calma, e muita vontade de evoluir como pessoa. Muita coisa mudou em mim, e continua mudando, pra melhor.

O desfecho do ano e o início do novo ano foram, sem dúvida, um presente da vida, mais do que bem vindo e necessário. São Thomé das Letras é mesmo uma cidade mágica, e me sinto realizada por finalmente ter conseguido pisar lá de fato. Não poderia ser em melhor hora, e digo isso por mim e por todos os que estavam comigo.

No fim das contas a viagem serviu também pra reforçar alguns sonhos que tinham brotado e foram se fortalecendo ao longo do ano: sonhos de ser simples, de ter uma vida simples, tranquila, e valorizar só o que merece ser valorizado.

Que tenhamos um bom ano. Façamos 2012 valer a pena. ;)


eu quero uma casa no campo

É como se fosse saudade. Uma saudade doída e muito minha, de uma vida que nunca foi minha.


Só sei dançar com você
(Tiê)

Você me chamou pra dançar aquele dia,
Mas eu nunca sei rodar.
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia,
Em cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança.
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução.
Toda vez que eu errava cê dizia
Pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo.

Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz


tormenta

Saudade das minhas tormentas, por mais estranho que isso possa parecer.

Racionalmente falando, não acho ruim: um dia depois do outro, mais um cigarro, mais uma dose de rum, enquanto a conta bancária não entra nos eixos. Sempre esperando, medindo, pesando, analisando, avaliando; sempre espectadora, sempre pronta, sempre lá, com os ouvidos à disposição dos que me são importantes; sempre com a boca fechada, sempre trancada.

É que aí tem esses momentos em que eu não consigo abafar a menina, a drama queen; a que sofre, que ama, que sente saudade, que odeia, que odeia, que odeia. A que quer voltar no tempo e fazer tudo o que eu proibi que fizesse: gritar, amaldiçoar, incendiar, e nunca perdoar.

 


os pedaços

Ela só queria ser inteira novamente. Viver assim, com pedaços faltando, era-lhe insuportável.  O coração se apertava, os olhos se perdiam, pura angústia. Guardava pra si as obscenidades e grosserias que vinham à ponta da língua; as engolia. Tinha desenvolvido uma gastrite, um bigode e vivia carrancuda. Já não se depilava, comia três pedaços de pudim toda noite e cagava lendo romances de R$1,99. Não fez novas amizades e acabou por perder os amigos que tinha.

Morreu de desgosto aos 43, amarga e feia.

Tudo por causa dos pedaços que lhe faltaram.


sobre horários

Eu não sei acordar cedo.
Pode me julgar, sociedade.

Existem indivíduos que dormem e acordam cedo naturalmente, sem sofrer com isso. Eu nunca fui um deles.
Existem também indivíduos que passariam o dia dormindo pra viver à noite. Eu definitivamente sou um deles.

Mas aí tem o mundo real, esse grande filho da puta, que quer que você acorde às 7h da manhã e vá dormir antes da meia noite. Como proceder?

Eu tento, eu JURO que eu tento.

Toda noite antes de dormir eu programo celular + rádio-relógio + aparelho de som pra que eles comecem, um a um, uma sinfonia caótica que me faça acordar às 6:40 da manhã. Aí eu acordo, olho pro relógio e (pasmem!) já são 8:40. Onde essas duas horas foram parar, eu nunca sei.

Eu simplesmente não existo de manhã. Sou só um zumbi de óculos escuros dentro de um ônibus, um zumbi comendo um pão de queijo no bar da esquina, um zumbi sentado à frente de um computador. Mas não existo, não sei conversar, sequer OLHAR direito pra cara de alguém de manhã. Fatos.

Eu chegando às 9h >> vou sem café da manhã, em pé num ônibus lotado, puta mal humor. Passo no bar pra comprar um pão de queijo, ligo meu computador, boto o fone de ouvido e torço pra ninguém falar comigo até o meio dia. Depois do almoço eu melhoro, já consigo viver, etc. Vou embora por volta das 18h, em pé num ônibus lotado, puta mal humor.

Eu chegando às 11h >> vou sem café da manhã, sentada confortavelmente e lendo um bom livro no ônibus. Não passo na padaria porque já tô atrasada e porque só falta uma hora pra almoçar. Durante essa hora eu consigo resolver eventuais pendências do dia anterior, fazer as coisas mais urgentes, organizar o resto do meu dia e, quiçá, ainda fumar um cigarrinho tomando café. Aí eu almoço, trabalho até às 20h e pouco e vou embora, sentada confortavelmente e lendo um bom livro no ônibus.

Conclusão: a única vantagem de chegar cedo é o pão de queijo.


broken

 

There’s no place for you, there’s no place for me. There’s no damn place for anything.

And it feels like everything is just… broken.

 

.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.